segunda-feira, 20 de julho de 2009

Acropolitanos



Nos vimos na NY mediterranea de 5 mil anos atras. A acropole tinha, certo, seu efeito Times Square: as fachadas do Partenon. Desculpa a comparacao, mas eh pra dar ideia do queixo caido provocado na epoca em que estava inteira.

Estar aqui tb eh ver muita pedra branca nas edificacoes por toda a volta. Subimos na acropole para ver mais pedra clara sobre o monte mais monte de toda a area. A topografia ajudou a colocar acima de tudo a sagracao do poder de produzir harmonia com a geometria (a NASA helenica). A grande afirmacao de poder, alem da forca bruta: pensamento. Mas tb foi ahi que comecou a nhaca, de se acreditar na forma pura, na idealizacao, no controle. Ganhamos tanto, mas perdemos quase tudo.

Na Grecia da uniao europeia, aos pes da acropole, esta o novo museu do partenon. Choramos com a grande mensagem de um museu simplesmente fantastico: o humano eh falho, bem mais fraco que o tempo. Mas o humano eh o que temos. E vale a pena cuidar daquilo que produzimos. Libelo antiniilista, o cara fez uma caixa de concreto, aco, e vidro, que serve de andaime climatizado para se circundar o que foi guardado do partenon, no lugar em que deveria estar disposto, na proporcao espacial original. E tudo o que esta na Grecia estah ali. O que foi parar em outros lugares, estah tb, mas em gesso, como simulacro. Eh arrepio atras de arrepio. As imagens se completando com pedacinhos gregos, em seus lugares de direito, e grandes pecas do British Museum, do Louvre, de colecoes particulares. Ateh parece uma causa nacionalista. Que logo se desfaz. Eh muito maior: eh uma causa de humanidade. Deixem os pedacos dos corpos historicos uns ao lado dos outros. E admirem. Interpretem. Kronos, o grande Cura, vai curando. Milhoes de euros para contar uma historia simples, uma suplica por cura. Grandeza e Verdade.
A coruja da sabedoria, enorme, estah em pe, na entrada do museu, olhando fixamente para a fila de visitantes que logo pagarao 1 euro para entrar no corpo do puzzle gigante.

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